Ecocentro de Esmeriz, VNF (Visita 5 Março 2010)

CTO _Casa Termicamente Optimizada (Porto Visita dia 19 Março 2010)

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domingo, 7 de março de 2010

Fundo do mar no Árctico está a libertar metano mais depressa do que o estimado

O permafrost por debaixo da plataforma está perfurado

   O fundo do oceano Árctico está a libertar metano, gás com efeito de estufa, a um ritmo mais acelerado do que os especialistas pensavam, alerta um estudo publicado nesta edição da revista “Science”.
   Natália Shakhova e Igor Semiletov, da Universidade de Fairbanks, no Alasca, lideraram o estudo realizado numa zona do fundo do oceano ainda pouco conhecida, a plataforma siberiana oriental do Árctico. Esta armazena grandes quantidades de metano gelado e mostra sinais de instabilidade.
   “O permafrost (solo permanentemente gelado) por debaixo da plataforma, considerado há muito como uma barreira impermeável, está perfurado e a deixar escapar grandes quantidades de metano para a atmosfera”, segundo um comunicado daquela universidade.
   “Esta descoberta evidencia uma importante fonte de metano que até agora tinha sido negligenciada”, escrevem os autores do estudo.
  “A libertação de uma pequena fracção do metano armazenado na plataforma poderia desencadear alterações climáticas abruptas”, ainda que difíceis de prever, acrescenta a cientista.
   Segundo Shakhova, “o metano que está a ser libertado naquela região é comparável ao metano que se está a escapar de todos os oceanos do planeta”. Na verdade, aquela zona rica em metano, a cerca de 50 metros de profundidade, estende-se por mais de dois milhões de quilómetros quadrados no fundo do mar. “O permafrost subaquático está a perder a sua capacidade de ser uma barreira impermeável”.
  O metano é um gás com efeito de estufa 30 vezes mais potente do que o dióxido de carbono.
   Desde o início do Outono de 2003 até 2008, Shakhova e Semiletov lideraram uma equipa que estudou a plataforma, recolhendo amostras da água do mar a várias profundidades e do ar à superfície do oceano. Concluíram que mais de 80 por cento da água a grandes profundidades e mais de 50 por cento da água à superfície registavam níveis de metano oito vezes mais elevados do que o normal. Encontraram resultados semelhantes no ar à superfície do oceano, concluindo que o metano não só se estava a dissolver na água como estava a libertar-se para a atmosfera.
   Shakhova, Semiletov e colaboradores de doze instituições de cinco países pretendem continuar a estudar a região, monitorizando as emissões de metano e perfurando o fundo do oceano para tentar estimar quanto do gás está lá armazenado.

6 Março 2010
Público
http://ecosfera.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1425875

sexta-feira, 5 de março de 2010

Níveis de Ozono troposférico na UE em 2009 foram dos mais baixos registados desde 1997

A Agência Europeia do Ambiente comunicou ontem que apenas 18 estados-membros registaram valores de concentração de ozono troposférico superiores ao limiar de informação ao público, sendo apenas 8 os que ultrapassaram o nível a partir do qual é dado o alerta, entre os quais se encontra Portugal.
(...)
  Na UE foi estabelecido como concentração máxima desejável tendo em vista a protecção da saúde humana os 120 microgramas por m3, sendo que cada Estado-membro tem a obrigação de informar a Comissão Europeia e a Agência Europeia do Ambiente sempre que forem ultrapassadas as concentrações de 180 microgramas por m3 – limiar de informação ao público –, e de 240 microgramas por m3 – limiar de alerta.
  No ano de 2009 níveis de concentração de ozono superiores ao limiar informativo apenas foram reportados por 18 Estados-membros, com os valores em excesso a serem mais elevados em Portugal bem como na Bélgica, Grécia e Itália.
  Por outro lado, situações de valores superiores ao limar de alerta, apenas se registaram em 8 países – Portugal, Bulgária, França, Grécia, Itália, Roménia, Espanha e Reino Unido - e não houve nenhum registo superior aos 300 microgramas por m3 – o primeiro ano que tal acontece desde que se iniciaram os registos em 1997.
  Deste modo os valores de concentração de Ozono em 2009 foram excepcionalmente baixos, mesmo apesar das elevadas temperaturas - semelhantes àquelas que, em 2003, contribuíram para os valores excessivos mais elevados na última década.
(...)
                                                                       4 Março Naturlink

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

ERA uma vez a TERRA

   "A Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N) irá acolher, de 24 de Fevereiro a 10 de Março de 2010, a Exposição “Era uma vez a TERRA”, uma iniciativa da Comissão Nacional da UNESCO e do Comité Português Planeta TERRA, promovida pelo Centro Regional de Excelência para o Desenvolvimento Sustentável da Área Metropolitana do Porto, e que decorre na continuação do Ano internacional do Planeta Terra e na Década para a Educação para o Desenvolvimento Sustentável.



   No âmbito desta exposição, realiza-se no próximo dia 25 de Fevereiro de 2010, pelas 14h30, no Auditório da CCDR-N (Rua Rainha D. Estefânia, 251, 4150-304 PORTO), uma sessão de inauguração que contará com a presença de João Joanaz de Melo, da Faculdade de Ciências da Universidade Nova de Lisboa, de Paulo Magalhães, dinamizador do projecto Condomínio da Terra, de Marta Pinto, da Universidade Católica Portuguesa e do Centro Regional de Excelência para o Desenvolvimento Sustentável da Área Metropolitana do Porto e de Paulo Gomes, Vice-Presidente da CCDR-N."

PARTICIPE

Hora do Planeta 2010


As expectativas para a Hora do Planeta 2009 eram elevadas, mas foram superadas e muito por todo o mundo.


  Durante uma hora mais de 4 mil cidades, das quais 11 cidades portuguesas, em 88 países, 21 mil empresas e o estrondoso número de 1 200 milhões e pessoas em todo o mundo deram o seu voto ao Planeta.
   A Hora do Planeta, considerado o maior movimento voluntário de alerta para as alterações climáticas, conquistou o mundo e moveu inúmeros cidadãos comuns, empresas, governos e organizações civis em torno de uma voz comum, a protecção do planeta.

O Planeta conta consigo e com milhares de empresas e organizações, para esta lutar para marcar a diferença e fundamentar uma mudança real a favor de um Planeta Vivo!

Una-se à Hora do Planeta 2010 e marque a diferença!

Hora do Planeta! Um apagão por um Planeta Vivo!”

27 Março 2010 – 20H30 às 21H30


sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Glutão pode ser mais uma vítima das Alterações Climáticas

No Canadá a subida das temperaturas, na origem da diminuição da espessura da camada de neve acumulada sobre o solo, e os Invernos mais amenos têm contribuído para uma redução da disponibilidade das presas de que a espécie depende, que pode explicar o seu declínio populacional generalizado.

  O urso-polar é frequentemente usado como símbolo da biodiversidade em perigo como consequência das Alterações Climáticas, sendo afectado negativamente pelo degelo das plataformas geladas flutuantes que utiliza para caçar.
  Recentemente, foi publicado na revista Population Ecology um estudo que identifica mais uma vítima do Aquecimento Global nas latitudes elevadas. O glutão é um carnívoro que habita nas florestas boreais da Escandinávia e do Norte da Rússia, China, América e da Mongólia.
  Uma investigação levada a cabo por cientistas da Universidade de Montana e da Universidade Estatal da Pensilvânia (EUA), que avaliou a evolução das populações da espécie em 6 províncias do Canadá, relacionou o seu declínio populacional generalizado entre 1968 e 2004 com a diminuição da espessura da camada de neve.
   Usando os dados de capturas de glutão para o comércio das peles, os cientistas detectaram uma redução dos efectivos populacionais em 5 das 6 províncias, que se revelou mais intensa nas regiões em que a camada de neve sofreu uma deterioração mais rápida.
   Os investigadores explicam que a diminuição da espessura da camada de neve pode estar a tornar a dispersão mais “difícil ou perigosa, potencialmente reduzindo a taxa de sucesso com que os indivíduos estabelecem novas áreas vitais”.
   Por outro lado, os roedores que são parte importante da sua dieta também são prejudicados pelo adelgaçamento da camada de neve, que causa uma diminuição do seu isolamento térmico, pelo que a redução da abundância de presas também é um factor significativo. Este efeito é ainda agravado pela diminuição da disponibilidade do alimento proporcionado pelas carcaças de veado, alce e caribú, cuja mortalidade diminuiu devido ao carácter mais ameno dos Invernos.
   Os cientistas defendem então que se devem tomar medidas para permitir às populações fazer face às Alterações Climáticas reduzindo os níveis de capturas e os factores de perturbação nos habitats das florestas boreais.
  “A redução do impacto destes factores de stress antropogénicos poderia ajudar a “compensar” os impactos das Alterações Climáticas nos glutões”, explica Jedediah Brodie que participou no estudo cujos resultados foram agora publicados.
4 Fevereiro de 2010

Os recipientes

Os recipientes

A recolha dos carvalhos

A recolha dos carvalhos

Os Carvalhos

Os Carvalhos